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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Do lado de cá


Pensando bem, talvez a gente nunca vá se entender.
Fico aqui revirando a memória, mas não consigo lembrar quando exatamente tudo desandou.
Pra falar a verdade, não tenho certeza se você é uma pessoa só. Me fala, quantas você é? A substituição acontece esporadicamente ou por algum motivo? Se isso acontece, a hora de falar é essa. Não tenho nada a perder, tampouco você.
Meus joelhos estão sempre feridos de tantas quedas, minhas mãos calejadas de carregar uma barra pesada demais, meus ombros doloridos de um fardo que eu nem sei se é meu, e o coração... bom, se ele ainda estiver aqui, está se saindo bem dessa vez. Nenhum arranhão, só as velhas cicatrizes.
Antigamente era tudo simples, sentia um tanto assim de segurança. Agora estamos sempre por um fio, a dois passos de um abismo e conformados de que qualquer calmaria é passageira.
Definitivamente eu não te entendo. Não sei de onde saiu esse muro que te cerca, e nas atuais circunstancias não tenho nem força muito menos coragem de pular esse muro pra te achar.
É arriscado. Prefiro ficar aqui fora e ver tudo de longe. Tal qual você.
-
mdutra.

3 comentários:

Sâmya disse...

As melhores postagens!

Senta um pouco que eu te conto disse...

Deixe disso,vai que eu acredito! aushauhsuahsuahs. Obrigadaa ;}

day disse...

essa ficou perfeita !! *--*