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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Naquele teatro . . .

Pensou em sair à francesa naquele momento e deixar o público falando até não ouvir mais nada.
Sair sem rastro no meio do tráfego com destino a um lugar que nem ela mesma sabia.
Flutuar bem lá no alto sem chamar atenção ou ficar de baixo d’água até os dedos enrugarem.
Encher a cara de tequila com limão e sal cantando num karaokê até ser convidada a se retirar – bares também fecham.
Pensou em quebrar o chip, resetar a memória e usar uma máscara de ferro.
Quis fugir dali e reaparecer anos depois como se nada tivesse acontecido.
Pensou em quebrar os móveis, as regras e o sigilo de tudo, querendo nada mais do que sumir uns instantes. Sumir até não querer mais. Ficar longe até passar, até cansar, até dormir.
Pensou tudo, mas só pensou.
Na integra, ela apenas desviou o olhar e bateu palmas junto à platéia, sem nada comentar, e foi .
-
MD

4 comentários:

Anônimo disse...

kiiiiiiika, dedica pra mim ? *--* que perfeito meu, TUDO, vc disse TUDO, parece que tava lendo meus pensamentos... =O

Senta um pouco, eu te conto disse...

Acontece ;D , a gente imagina tuuuudo, e na real . . . ' Pensou tudo, mas só pensou.
Na integra, ela apenas desviou o olhar e bateu palmas junto à platéia, sem nada comentar... '


Um brinde a nós, fugitivas ! ;DD

Garobinha disse...

Puts Kika eu jurava que não tinha sido tu que tinhas feito este blog, kkkkkk estou brincando. Parabéns Kika blog ta muita legal lindas palavras os textos estão incríveis!
Identifiquei-me muito com tuas palavras, principalmente neste trecho “Sair sem rastro no meio do tráfego com destino a um lugar que nem ela mesma sabia.” Bom trabalho e continue assim!

Quero uma dedicatória pra mim, bjooooooooooooooss minha futura escritora ;D

Senta um pouco, eu te conto disse...

Renato, Renato . . .
Dizer o que né ? Obrigada ;D